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Algumas Respostas

           

O yoga como um novo fenômeno religioso está em expansão. Desde o meu mestrado venho acompanhando tanto os seus desenvolvimentos e estratégias proselitistas, como da sua aproximação com a ciência biomédica para se legitimar e ser aceito nas sociedades latino-americanas. Enquanto entre os anos de 2011-2015 (período do mestrado e doutorado) percebia três mecanismos-estruturais-estruturantes dos quais as instituições yoguicas brasileiras se utilizavam para divulgar e se manter financeiramente: 1) cursos de formação e workshops de professores de yoga/meditação, 2) Viagens/peregrinações a locais de culto/sagrados, e 3) Comercialização de produtos (como cd’s, dvd’s, livros e etc). Hoje (2019), observo o surgimento de um quarto mecanismo-estrutura-estruturante: a 4) Organização/Produção de eventos. Em outras palavras, esse novo mecanismo conjuga dois anteriores, mas se configura diferentemente: 1) pode acontecer num...

Perguntas não respondidas

           

Como adiantado no início da seção anterior, a área de investigação do yoga/meditação fora do âmbito terapêutico e “exegético” de suas escrituras ainda é escasso entre os cientistas da religião latino-americanos. Por isso mesmo, as questões se avolumam no aguardo de pesquisadores interessados na temática. Uma das questões mais prementes é o fato social do yoga/meditação não disseminar-se com tamanha força nas periferias das grandes metrópoles em que seus praticantes/professores se multiplicam. Seria pois a teologia do desapego e da não-violência não faz sentido àquela população; ou, por outro ponto de vista, a teologia da prosperidade dos evangélicos refreia o avanço de uma outra narrativa religiosa? Digo isso analisando alguns sites evangélicos, onde fica notório que seus atores sociais já perceberam o avanço do yoga/meditação como um novo “concorrente” que oferta novos bens de salvação, muitas vezes...

Produções realizadas durante a pesquisa como paradigmáticas

           

A primeira das minhas experiências em pesquisa no pós-doutoramento, posso afirmar isso agora, ocorreu ainda no final de 2017, quando ainda estava no processo de aprovação do meu projeto pelo colegiado da PUC-SP. Em meados de novembro deste ano, participei em Boston/EUA do Annual Meeting of American Academy of Religion. Foi a primeira vez que estive presente num evento acadêmico onde o Yoga foi discutido em mesas e grupos de trabalho como o objeto principal de investigações, e não um apêndice de outras pesquisas. Ali, adquiri um distanciamento necessário para perceber o foco da minha pesquisa no Brasil e a importância de recuar para pensar o Yoga na América Latina. O Yoga por aqui é algo totalmente singular da europa e EUA, mais ainda inexplorado do que os mais importantes investigadores do yoga mundial poderiam prever.

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Roberto Simões