A influência da espiritualidade Nova Era no Yoga Moderno

May 13, 2015

 

 

CONTEXTO 

Há muito vemos uma proliferação de “yogues” pelo Brasil e o mundo. Com eles surge a crise de identidade de quem são e a qual tradição religiosa estão vinculados ou influenciados. Sim, pois o Yoga vive como expressão religiosa há alguns milênios e as suas práticas e os seus preceitos já foram sincretizados por religiões como o Budismo, o Samkhya, o Catolicismo, o Tantrismo e o Hinduísmo (ver SIMÕES, 2011). Mas quando se indaga a um yogue ou a um praticante moderno o que é o Yoga afinal, muitos perdem-se dentro de tantos conceitos e definições. 

 

O cerne deste artigo, portanto, reside no pano de fundo religioso ao quais os yogues e os praticantes modernos descendem por assim dizer. Não há como surgir qualquer tradição espiritual/religiosa que não possua influências históricas, antropológicas, psicológicas, fisiológicas e sociológicas. Quais são as do yogue moderno? Para se tentar discutir a esta questão resolveu-se entender melhor uma das influencias mais importantes em sua contemporaneidade, o movimento religioso conhecido como Nova Era. 

 

HISTÓRIA 

O termo “Nova Era” é de difícil definição, pois está envolto em diversas crenças, seitas, tradições filosóficas, místico-espirituais e religiões propriamente ditas, muitas vezes de cunho mágico. Gouvêa (2001) buscando uma definição nos diz que um de seus indícios está na profusão de um “senso impreciso de espiritualidade inexistente” já nas primeiras décadas do séc.XX e final do séc.XIX, de um período, segundo os novaeristas, que chega supostamente ao fim (era de Peixes) e a outro que se inicia (era de Aquário). 

 

Segundo ainda Gouvêa e Contepomi (1999, p.132), vive-se a virada de um novo paradigma, pois após o mundo viver a utopia de 1950 e 1960, assiste-se a um desmoronamento ideológico e religioso que atingiu todo o planeta, obrigando a todas as pessoas drasticamente a romper com o seu passado e instaurar uma nova ordem mundial emergente no ocidente neoliberal e, com isso construiu-se inúmeras incertezas e possibilidades (CONTEPOMI, 1999, p.132). É como se as religiões já não dessem mais conta de explicar e sustentar esse mundo caótico, movido por guerras, catástrofes ambientais, desenvolvimentos tecnológicos que põem em xeque muitos conceitos doutrinais das Grandes narrativas universais (CONTEPOMI, 1999, p.132-134). 

 

Foi nessa conjuntura que surgiram as denominadas religiões da Nova Era, como outra possibilidade de explicar o mundo, gerando e acompanhando os novos conhecimentos científicos (Ibid.; SILVA, 2004) e a emergência de um desenvolvimento humano através de práticas religiosas de todos os tipos; onde fica claro para os adeptos da Nova Era, que todas as religiões falam a mesma língua, no entanto, elas (as religiões como instituições “tradicionais”) estariam com o prazo de validade vencido, por assim dizer. Neste contexto é que os yogues modernos (a partir de 1897 com Vivekananda) também surgem no cenário urbano ocidental, ou seja, os elementos socioculturais que fomentaram o florescer da cultura Nova Era, para alguns especialistas, parecem ser os mesmos, guardando, como se verá, estreita relação com os yogues atuais, já que nasceram também nutridas de tradições culturais, filosóficas e religiosas tão díspares como a alquimia, o ocultismo ocidental e o xamanismo, para citar alguns exemplos (CONTEPOMI, 1999, p.130; SIMÕES, 2011). 

Mas a religião deveria ser pra (sic) te religar ao seu céu. Ajudar você a encontrar o melhor de você. E utilizar isso em vida. Não tem sido assim. Então ela mudou. Então ela se perdeu. Então ela se tornou algo que não deveria ser. Então ela se tornou algo que não foi o que os deuses passaram. Então ela não esta servindo ao seu propósito. Amaral (1999, p.76 em notas 2), resume de forma clara e sucinta o que ela entende quando usa a expressão “Nova Era” em cinco tópicos que reproduz-se abaixo: 

 

1) Herdeiros da contracultura com suas propostas de comunidades alternativas; 

2) Um discurso de autodesenvolvimento, com base em tratamentos terapêuticos, experiências místicas e filosofias holistas, buscando integrá-las às mais modernas teses científicas; 

3) Curiosos pelo oculto e movimentos esotéricos do século XIX e pelo encontro com as religiões orientais, populares e indígenas; 

4) Discurso ecológico forte de sacralização da natureza e do encontro do sujeito com o cósmico e sua “verdadeira essência” (CONTEPOMI, 1999, p.139-140); 

5) Religiosidade voltada à perfeição interior, através dos “serviços new age”, como meditação, yoga, medicinas tradicionais e etc. 

 

Ao longo deste artigo, tentará se argumentar que estas descrições acima, que ilustram de modo abrangente o que venha ser a cultura Nova Era, nutrem estreitas e íntimas relações ideológicas e religiosas com as organizações que professam o Yoga atualmente também, sendo elas fruto de uma mesma e única mentalidade de uma sociedade líquida pós-moderna (BAUMAN, 2005).

 

MOVIMENTO ERRANTE

Segundo Amaral (1999), o movimento Nova Era não tem nada de novo, mas constitui-se num grupo de pessoas que buscam ressignificar elementos de tradições religiosas, místicas, científicas e filosóficas já existentes e fazer desses elementos metáforas que expresse de forma singular e nova uma determinada visão (p.47). A tese desta autora diz respeito ao “deslocamento de diferenças híbridas”; ou seja, a característica sincrética das religiões Nova Era “vem deixando de ter um lugar fixo de hibridação” (Ibid., p.48).

 

Segundo a mesma autora, o movimento é errante, eles não se reconhecem como adeptos ou devotos de nenhuma expressão religiosa exclusivamente, não se preocupam em se estabelecer a lugares fixos e migram de “espaços-em-espaços” buscando vivências, workshops e cursos de caráter terapêuticos que os auxiliem em suas buscas pessoais de transcendências e religiosidades, tendo as cidades como local principal de atuação nos chamados Centros Holísticos. 

 

Esses Centros Holísticos estão espalhados pelas cidades e pelo mundo, e com funções bem definidas e acertadas, sempre respondendo a demandas, necessidades e escolhas singulares de cada adepto. Desta forma cada adepto da Nova Era possui hoje o direito de edificar um tipo de “experiência religiosa errante” (AMARAL, 1999, p.49). 

 

Essa é a hipótese defendida por Leila Amaral, que o movimento Nova Era não se estabelece institucionalmente como uma igreja tradicional, com “pastores”, “mestres” ou “padres” em um lugar específico e fixo, mas “errante”. São os simpatizantes dessa nova cultura que acompanham em centros diversos os cursos, as palestras e vivências que os interessem sem a obrigação de a uma “sistematicidade, regularidade ou continuidade, porque o que se oferece nos diversos eventos acaba ao final de cada um deles”, durando um final de semana muitas vezes. Esse fato reflete um caráter individualista de religiosidade e ao mesmo tempo um conceito universal de comunidade global líquida (BAUMAN, 2005).

 

EM BUSCA DA ESSÊNCIA NO IMPROVISO

Outro ponto crucial em relação à Nova Era, é que como esse movimento, aparentemente não possui preconceito por outras tradições religiosas, muitos adeptos acreditam resgatar a “essência” de religiões como o Cristianismo, o Budismo, o Hinduísmo ou o Xamanismo, por exemplo, pelo improviso ritual, uma espécie de procura pelo primitivismo delas, uma idéia que no início das religiões é que se guarda ainda a sua “verdade”. Há uma busca incessante por tentativa(s) rituai(s) de resgate a uma nova tradução das religiões ou uma redescoberta de suas “essências”. 

 

Amaral (1999) descreve um ritual musical com gongos onde a Banda Mysterious Tremendum, “criam uma música ou um som primal, sem qualquer referência cultural – mesmo em relação à sua própria”6. Nas palavras de um dos participantes: “Uma máquina divina afetando os meridianos do corpo; uma massagem espiritual que nos faz ressoar mutuamente” (p.51). Os indivíduos, sempre sob forte emoção, aprendem “verdades muito simples que há séculos regulam a existência; são sabidas, mas não são praticadas” (p.56). Analogamente ao que ocorre com o Yoga nos chamados satsanghas, bhajans e kirtans que acontecem em workshops e vivências em Centros Holísticos espalhados pelas cidades do mundo inteiro e outras religiões como o Santo Daime, por exemplo. 

 

A cultura da Nova Era acredita de certa forma, que as religiões (tradicionais e instituídas)) não servem mais a seu propósito e buscam ressignificar seus sentidos e mensagens numa mescla de todas elas; talvez não em busca da “verdade”, mas de “mais verdade”, isto é, na busca por sua “essencialidade” e não do interior fixo do “sagrado” (AMARAL, 1999, p.56), por isso o caráter errante de suas buscas e o improviso de seus ritos, na crença que é a emoção e não a razão que os conectam ao religioso de cada um de nós7; a liberdade está no interior dos indivíduos e se alcança isso praticando o desapego, acreditam os seus adeptos.

 

O discurso Nova Era, portanto, torna-se, para os seus adeptos, anti-dogmático e anti-autoritário; luta contra qualquer tipo de fundamentalismo, seja religioso ou político, as hierarquias e a obediência sem criticidade. Acreditam eles que deve-se apenas obedecer ao “mestre interior” (CONTEPOMI, 1999, p.137). Estes fatos evidenciam uma clara repulsa por todo o tipo de cultura capitalista de consumo e autoritarismo. Talvez aí resida o fato do movimento Nova Era não possuir doutrinas ou dogmas propriamente ditos, mas releituras livres de preceitos religiosos, filosóficos e científicos.

 

SABEDORIA DIRETA, SEM INTERCESSÕES

O novaerismo, ao contrário de outras religiões, não necessita muitas vezes de intercessores entre os mundos “divinos” e o “terreno”, pois os deuses, espíritos da natureza, amparadores e outros intercedem diretamente com eles; e, de certa forma, como iguais. Isso acontece, segundo seus simpatizantes, pela urgência que o estado atual do mundo e dos seres humanos pede. Esse fato ilustra a posição pós-moderna que acompanha todo esse movimento religioso, como fica claro no Encontro Nacional de Comunidades Alternativas (ENCA), onde a autora Leila Amaral (1999) ouve ensinamentos diretamente do mundo “extra-físico” pelo amparador da Grande Fraternidade Branca, Abarcon, um “espírito da natureza” (p.57). Amaral aponta três questões formativas principais desses encontros: 

 

a) A relação entre cura e o processo de transformação constante do mundo8; 

b) A relação entre essa idéia de transformação e a idéia de um mundo constituído de realidades múltiplas e transformáveis umas nas outras – isto é, um mundo de realidades porosas, em destaque as fronteiras fluidas entre o humano e o divino; 

c) A afirmação do self como participante da criação; 

 

10 O ser humano intra-físico é igual aos “deuses” (“amparadores”), o que os diferencia são seus graus de evolução, por isso, possuem uma parcela de contribuição para transformação do mundo e não apenas “espectadores”, todos podem atuar como “deuses” por assim dizer. Haja vista o setor de estudos da UNIFESP que se dedica a pesquisar e validar muitas dessas técnicas como o yoga, a meditação, o reiki e outros. 

 

TEMPO RITUAL DOS CRAFTS

Dentro da exposição de pesquisas sobre o Movimento Nova Era (1999, p.68) fica evidente ainda a presença de técnicas das mais diversas no intuito de conduzir os seus participantes a um “tempo novo”, a “viver o presente”, longe das amarras do passado e das ciladas do futuro: “O que se pode afirmar é que na base dessa crença na unidade essencial instala-se a própria diversidade”, esclarece a autora (HEELAS, 1996, p.225-226; AMARAL, 1999, p.68). O objetivo das técnicas oferecidas intituladas como crafts (técnicas e artes com pouca teoria e muita prática), está em permitir aos adeptos ou simples participantes uma sensação de “abertura”, “passagem”, “processo”, “viagem para outros planos” ou “estados alterados de consciência”, no sentido de recuperar para a experiência imediata um estado superior que incorpore o pleno potencial do “belo”, do “amor”, da “felicidade” ou da “nostalgia metafísica” (HEELAS, 1996; AMARAL, 1999, p.64; CONTEPOMI, 1999, p.135) e de cura propriamente dita. 

 

Essa concepção de enxergar o divino como algo que permeia todas as religiões abre um trânsito religioso, que possibilita encontros momentâneos que duram enquanto acontecer o ritual, vivência ou encontro (CONTEPOMI, 1999, p.65). Dentro dessa perspectiva, os crafts possibilita, favorece e convida o livre trânsito de qualquer pessoa, independente de seu credo, a se integrar no ritual pelo sentir e construindo naquele momento, sozinho, a sua própria religiosidade (Ibid., p.74). Contepomi ainda sustenta que o novaerismo vem resgatando esses crafts de medicinas tradicionais, como a chinesa e a indiana, porém não mais com o título de alternativas, mas integrativas e complementares ou de novas racionalidades médicas, numa clara crítica à nossa medicina oficial (ocidental) que não enxerga mais os indivíduos como integrais, mas em partes, segundo eles, por isso reivindicam para si as “formas de conhecimento e técnicas de cura sustentadas em antigos princípios e crenças” (HEELAS, 1996; CONTEPOMI, 1999, p.136). 

 

A pesquisadora Mª.Contepomi continua afirmando que dentro desse espírito, o movimento Nova Era pode permear muitas tradições religiosas sem deixar que elas percam a sua identidade: Hare Krishna, Santo Daime, Catolicismo, Espiritismo, Protestantismo, Igreja Messiânica, Fé Baha´i, Seicho-no-iê, Axé Epô Afonjé, Yoga, Umbanda e outras podem conviver juntas, favorecendo o ecumenismo e o gosto pelas práticas inter-religiosas. Como fica evidente na fala de adeptos da Nova Era: A fé está com a gente, então, não existiria isto de “servir a Deus e ao Diabo”. Deus é para todos e está em todas as religiões, porque uma andorinha apenas não faz verão (CONTEPOMI, 1999, p.70). 

 

Em outras palavras, Contepomi nos esclarece dizendo que o individuo é o início e centro da sua própria transformação e construção religiosa e do qual, por força dessa mudança pessoal transforma o seu ambiente e ecoa em ressignificações conjuntas com outros, como um multiplicador (CONTEPOMI, 1999, p.136). 

 

CONCLUSÃO 

Como se viu, os “errantes da Nova Era” vem desenvolvendo um conceito de religiosidade aberta e que se apropria de práticas (ou técnicas) espirituais mais variadas (crafts) que os possibilitem experienciar uma “essência” que permearia todas as religiões. Em outras palavras, se eu sinto o “divino”, “deus”, “a luz” com essa técnica (craft) eu a utilizo independentemente de sua origem religiosa (ou espiritual), porque ela faz “parte de mim”. Fica evidente também que o movimento Nova Era pode ser entendido como um sistema de idéias e valores pós-modernos que integram, junto com outras manifestações, uma das expressões mais destacadas de nossa cultura, que postula a busca da realização pessoal, respeitando a singularidade subjetiva e a tendência para a diversificação (CONTEPOMI, 1999, p.131; BAUMAN, 2005). 

 

A pesquisa de Leila Amaral (1999) salienta algumas características importantes dessa nova cultura que surge e reafirma as proposições de Contepomi (1999) e a pretensão aqui de relacioná-las com os yogues atuais: 

 

1) Não se compreendem as religiões em confronto, em luta ou resistência uma em relação às outras; 

2) A experimentação é a idéia matriz da cultura Nova Era face aos modelos morais e religiosos contemporâneos, apontando para um elemento crítico que penetra em seus espaços rituais; 

3) Há um desejo de exceder os limites de significação impostos pela cultura moderna, ordenadora do trânsito, levando, ao invés da afirmação da tradição dominante, a uma abertura de seus campos de sentido. 

 

O conteúdo das crenças e a teologia não são os sedimentos que fortalecem essa cultura nova, mas o relacionamento destes errantes com os diversos campos de crença (CONTEPOMI, 1999, p.72). Identifica-se certo descontentamento dos adeptos da cultura Nova Era com a condição pós-moderna (Ibid., p.130) do ser humano e por uma busca ressignificativa dos indivíduos na inesgotável busca pelo essencial refletido muito mais do que por ideologias ou políticas, mas no descontentamento com a diluição do sujeito no mundo moderno (HEELAS, 1996, p.15-40; BAUMAN, 2005).

 

O novaerismo aponta, portanto, semelhanças entre os seres humanos e procura identificar pontos em comum entre as diversas religiões, como que sofrêssemos também por uma globalização religiosa, onde todos, independentes de suas crenças pudessem comungar dos mesmos ritos e divindades como iguais e não mais como pecadores ou menores no âmbito religioso. Isso marca a quebra de um paradigma que coloca o ser humano no mesmo degrau dos deuses na escala evolutiva, com as mesmas responsabilidades e direitos, diferenciados apenas pelo grau de consciência. A cultura da Nova Era e o Yoga moderno põe seus indivíduos como iguais, que não mais competem, mas ajudam-se uns aos outros na senda de seu próprio desenvolvimento humano e planetário. 

Assim, deve-se investigar a Nova Era e o Yoga hoje como que construído por sujeitos de nossa sociedade atual que pensam, formulam, conceitualizam e entendem não de forma solitária e desvinculada da consciência coletiva, mas por estados simbólicos do mundo externo que os permeia, fruto de uma sociedade em que vivem. É neste contexto multicultural formado por sociedades líquidas que os yogues de hoje têm surgido e ocupado o seu espaço no campo religioso das sociedades urbanas modernas.

 

Deve-se discutir o Yoga moderno incluindo a cultura da Nova Era no bojo da sua compreensão, pois mesmo que o Yoga tenha a sua história perdida com os dravidianos, é sabido que mesclou-se desde sempre em outras culturas, religiões e filosofias e, quem busca compreender modernamente os yogues deve voltar os seus olhos também para as suas relações com a cultura e religiosidade que os envolvem. ​

 

Referências Bibliográficas 

AMARAL, L. 1999. Sincretismo em movimento. O estilo nova era de lidar com o sagrado. In: CAROZZI, M.J. (org). A Nova Era no MERCOSUL, Petrópolis, Vozes. 

BAUMAN, Z. 2005. Vida líquida. 2ª.Edição. Rio de Janeiro: Zahar. 

CONTEPOMI, M.R. 1999. Nova era e pós-modernidade: valores, crenças e práticas no contexto sociocultural contemporâneo. In: CAROZZI, M.J. (org) A Nova Era no MERCOSUL, Petrópolis, Vozes. 

HEELAS, P. 1996. The New Age Movement. Cambridge: Blackwell Publ. 

GOUVÊA, M. 2001. Contextuação e descrição de um paradigma da integralidade nos meios populares brasileiros. REVER, 1. 

SILVA, M.S. 2004. Religião, Diversidade e Valores Culturais: conceitos teóricos e a educação para a Cidadania. REVER, 2: 1-14. 

SIMÕES, R.S. 2011. Fisiologia da Religião: Uma análise sobre vários estudos da prática religiosa do Yoga. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

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