O corpo sempre chega antes de qualquer teoria. Ele respira, tropeça, goza, sofre primeiro do que qualquer outra coisa . É sempre o que sabe antes e o último a ser ouvido, sobretudo em sociedades que se organizam vigiando e punindo corpos que insistem em sair da forma. E talvez seja por isso que, quando tentamos falar dele, a linguagem precise se desdobrar, torcer-se, tatear, porque o Corpo não cabe inteiro em palavra nenhuma. Ele é sempre mais: mais antigo que a fala, mais in