Introdução Uma questão surgiu em discussão no grupo de estudos em que realizamos sobre o trabalho de Bataille, O Erotismo, e que pode ser formulada assim: se tanto uma experiência meditativa profunda quanto uma experiência erótica podem produzir uma dissolução ou suspensão da experiência habitual do “eu”, o que, então, faz com que uma experiência seja propriamente erótica para Bataille? A resposta exige uma distinção importante. Para Bataille, a dissolução do eu não é, por si