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A fantasia/maya dos yogues brasileiros: deus me livre de ser eu mesmo
Amar e mudar as coisas Me interessam mais Existe uma fantasia que atravessa grande parte do yogar brasileiro e que raramente é analisada. Ela costuma aparecer sob a forma de uma busca espiritual legítima, um desejo de liberdade ou crítica ao materialismo moderno. No entanto, quando observada por uma lente psicanalítica, revela uma economia libidinal bastante precisa. O que está em jogo não é apenas o desejo de "fazer yoga", mas de escapar da própria condição histórica latino-

PhD. Roberto Simões
7 de jun.6 min de leitura


Circulação Trans-Sectária do Yoga
A noção de circulação trans-sectária do yoga é talvez uma das contribuições mais importantes que emergem das pesquisas de Jason Birch e de Giacomella Orofino para a história do yoga medieval. Embora ambos trabalhem com materiais diferentes (Birch sobretudo com manuscritos sânscritos de haṭhayoga e Orofino com fontes tibetanas budistas) suas pesquisas convergem para uma crítica de uma narrativa muito difundida: a ideia de que cada tradição religiosa possuía um yoga próprio, re

PhD. Roberto Simões
4 de jun.4 min de leitura


Professores e Artesãos do Yoga: entre a profissão e o ofício yogue
A diferença aparece menos na técnica ensinada e mais na forma como a relação é organizada. Um profissional do yoga tende a operar dentro da lógica moderna das profissões. Ele oferece um serviço, possui uma formação certificada, organiza produtos, aulas, mentorias ou retiros, constrói uma marca pessoal e se relaciona com pessoas que aparecem como clientes, consumidores ou usuários de uma experiência. O yoga torna-se uma atividade especializada inserida num mercado. A pergunta

PhD. Roberto Simões
1 de jun.3 min de leitura
Seja Bem-Vinde
Você adentrou um espaço em desconstrução. Desacreditamos metafísicas, por isso bricoleurs ou feiticeiros do Yoga quebrando a demanda de todo maya que lhe enfeitiça. Mas entenda, tudo é maya.
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