Em primeiro lugar nenhum psicanalista, confrontado com a descrição do samadhi por um analisando(a) se perguntaria se sua experiência foi verdadeira ou falsa. Essa não seria sua questão. A pergunta dele seria outra: O que essa experiência fez com o sujeito do inconsciente? Essa mudança de pergunta altera completamente a discussão. Freud já havia sido provocado por essa questão quando Romain Rolland lhe escreveu dizendo que a religião nasceria de um "sentimento oceânico": uma s
1. O problema da divisão Há uma questão que começa a aparecer quando colocamos em relação o erotismo de Georges Bataille, determinadas tradições tântricas, a disciplina yogue e aquilo que a psicanálise revelou acerca do desejo: por que o sujeito, constituído pela separação, insiste em buscar experiências nas quais essa separação parece suspender-se? A pergunta não diz respeito apenas ao sexo, à meditação ou à religião. Ela toca uma dimensão mais profunda da experiência humana
Introdução Por que Patañjali coloca a ahiṃsā, a não-violência, como o primeiro dos cinco yamas? A pergunta parece simples, mas talvez seja justamente sua aparente simplicidade que tenha contribuído para que ela fosse pouco explorada em sua dimensão política. A tradição costuma explicar a centralidade da ahiṃsā pela importância que o princípio já possuía em diferentes tradições ascéticas indianas, especialmente no jainismo, ou pela necessidade de uma disciplina moral como cond
Você adentrou um espaço em desconstrução. Desacreditamos metafísicas, por isso bricoleurs ou feiticeiros do Yoga quebrando a demanda de todo maya que lhe enfeitiça. Mas entenda, tudo é maya.