Há um ponto, silencioso e corrosivo, na trajetória de muitas professoras de yoga: o momento em que dar aulas se torna tedioso, esvaziado, quase insuportável. Não porque o corpo falhe, nem porque o saber se esgote, mas porque algo da ordem do desejo deixa de se sustentar. A aula segue acontecendo, os alunos seguem vindo, o dinheiro segue entrando: e ainda assim, a experiência subjetiva é de desgaste, angústia e uma estranha sensação de estar servindo a algo que não se escolheu