Vivemos numa época em que o sofrimento psíquico se expressa muitas vezes pelo corpo: pela compulsão, pelo ato repetido, pela sensação de vazio mesmo em saturação. Há corpos que gozam: não na alegria de viver, mas num “mais-de-gozar” que retorna como angústia, como dor, como algum tipo de desamparo interior. Esse gozo inscreve-se no sintoma, na repetição, na compulsão - é algo que ultrapassa o princípio do prazer, algo de pulsional, que resiste à simbolização plena, e que muit