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Yoga, hegemonia e proletarização da espiritualidade
Uma leitura crítica do yoga moderno exige abandonar a fantasia espiritualista segundo a qual yogues, professores de yoga e as pessoas ordinárias seriam diferentes, como se ocupassem classes sociais outras, transcendente e exterior à história. O que os estudos históricos recentes demonstram é precisamente o contrário: os professores de yoga, yogues e os considerados ordinários ou subalternizados (ou não "evoluídos espiritualmente") são inseparáveis das transformações produzida

PhD. Roberto Simões
15 de mai.7 min de leitura


Os novos yogues estão chegando...
A dificuldade contemporânea de pensar o yoga talvez não esteja na falta de informação, nem na ausência de tradição, mas em algo mais sutil: uma limitação na própria imaginação histórica. O que frequentemente se apresenta como busca pela autenticidade revela, na verdade, uma forma específica de relação com o tempo. Em vez de abrir o presente para aquilo que ainda não existe, recorre-se a um passado idealizado como garantia de sentido. A evocação de uma Índia não corrompida, de

PhD. Roberto Simões
6 de mai.4 min de leitura


O Corpo que Insiste: entre o gozo e o sagrado
Em Freud, especialmente a partir da virada de 1920, a sexualidade deixa de ser apenas genital ou reprodutiva e passa a ser o nome de uma energia (libido) que estrutura o psiquismo. A introdução da pulsão de morte complica isso: não há apenas tendência à ligação, ao prazer e à conservação (Eros), mas também uma insistência na repetição, na descarga, no retorno ao inorgânico. Lacan radicaliza: a pulsão não é biológica, é uma montagem em torno de um furo, mas contorna um vazio (

PhD. Roberto Simões
4 de mai.8 min de leitura
Seja Bem-Vinde
Você adentrou um espaço em desconstrução. Desacreditamos metafísicas, por isso bricoleurs ou feiticeiros do Yoga quebrando a demanda de todo maya que lhe enfeitiça. Mas entenda, tudo é maya.
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