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O peixe na água: Kabir e a tradição viva do yoga sem garantias
“O peixe na água tem sede.” O riso de Kabir ecoa como uma provocação que atravessa séculos e chega intacta ao nosso tempo. Não é um riso de escárnio, mas de desvelamento: ele expõe a estranha condição humana de buscar fora aquilo que já nos constitui. A imagem é simples (quase ingênua), no entanto, contém uma crítica devastadora às fantasias espirituais que prometem completude, pureza ou pertencimento definitivo. Kabir não fala como fundador de escola, nem como guardião de um

PhD. Roberto Simões
25 de fev.4 min de leitura


Metabolizar o indizível
Se pôr (estar disponível) em meditação é encontrar com aquilo que ainda não pode ser pensado. Esse processo se afasta de técnicas de autorregulação e busca de bem-estar. Sim sim, eu sei que isso confunde você, cansado e buscando yogar/meditar para encontrar paz. Está tudo bem, não estou aqui para lhe dizer o que é ou não meditar certo, ok? Já não tenho mais idade para isso. Mas se você investigar a si mesmo, não como dispositivo de adaptação ao neoliberalismo afetivo, e sim c

PhD. Roberto Simões
23 de fev.3 min de leitura


Hospitalidade ao desconhecido: psicanálise, taoísmo e a ética do vazio em Ignacio Gerber
Introdução: quando escutar é esvaziar No artigo De Freud a Bion por los Caminos de Lao-Tsu. Un escenario transdisciplinar , Ignacio Gerber propõe um deslocamento sutil e radical: pensar a psicanálise não apenas como método interpretativo, mas como uma ética da receptividade . Para isso, ele aproxima três figuras que, à primeira vista, pertencem a universos inconciliáveis (Sigmund Freud, Wilfred Bion e Lao-Tsu) a fim de mostrar que, no coração de suas propostas, pulsa uma mesm

PhD. Roberto Simões
20 de fev.5 min de leitura
Seja Bem-Vinde
Você adentrou um espaço em desconstrução. Desacreditamos metafísicas, por isso bricoleurs ou feiticeiros do Yoga quebrando a demanda de todo maya que lhe enfeitiça. Mas entenda, tudo é maya.
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