Há algo na experiência humana que escapa a toda tentativa de fixação. Não se trata de um objeto oculto, de um mistério esotérico ou de uma verdade profunda aguardando revelação. Trata-se, antes, de um excesso: um resto que insiste, retorna e desfaz as formas que criamos para estabilizar o mundo. Esse excesso não é bom nem mau, não é cruel nem benevolente, mas aquilo que não se deixa capturar. Podemos imaginá-lo como um caleidoscópio em rotação infinita de formas (e fôrmas) qu
Amar e mudar as coisas Me interessam mais Existe uma fantasia que atravessa grande parte do yogar brasileiro e que raramente é analisada. Ela costuma aparecer sob a forma de uma busca espiritual legítima, um desejo de liberdade ou crítica ao materialismo moderno. No entanto, quando observada por uma lente psicanalítica, revela uma economia libidinal bastante precisa. O que está em jogo não é apenas o desejo de "fazer yoga", mas de escapar da própria condição histórica latino-
A noção de circulação trans-sectária do yoga é talvez uma das contribuições mais importantes que emergem das pesquisas de Jason Birch e de Giacomella Orofino para a história do yoga medieval. Embora ambos trabalhem com materiais diferentes (Birch sobretudo com manuscritos sânscritos de haṭhayoga e Orofino com fontes tibetanas budistas) suas pesquisas convergem para uma crítica de uma narrativa muito difundida: a ideia de que cada tradição religiosa possuía um yoga próprio, re
Você adentrou um espaço em desconstrução. Desacreditamos metafísicas, por isso bricoleurs ou feiticeiros do Yoga quebrando a demanda de todo maya que lhe enfeitiça. Mas entenda, tudo é maya.