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Samādhi, mística e o gozo: entre a promessa de unidade e o real
Nos textos clássicos do yoga, o termo samādhi não aparece como um detalhe periférico, mas eixo organizador de toda a prática. Em tradições sistematizadas como a de Patañjali, samādhi não é apenas um estágio avançado, mas o próprio horizonte do caminho. A estrutura do yoga, frequentemente descrita em oito membros, conduz progressivamente a esse ponto em que a consciência ( citta ), antes dispersa, torna-se estável, depois contínua e, por fim, dissolve-se em uma forma de abso
PhD. Roberto Simões
15 de abr.7 min de leitura


Entre Impérios e Bárbaros: Yoga, Declínio e a Invenção de uma Arte do Corpo-Yogue
Resumo Este ensaio propõe uma leitura psicanalítica e antropológica das narrativas de decadência associadas ao yogar contemporâneo (o postural moderno e outras ainda sem-nome dado por cientistas e a classe sacerdotal), frequentemente articuladas à ideia de perda de uma suposta essência espiritual e filosófica . A partir de um paralelo com o declínio do Império Romano e com reconfigurações geopolíticas atuais, argumenta-se que a figura do “bárbaro” opera como projeção do mal
PhD. Roberto Simões
12 de abr.6 min de leitura


Por Yogas sem garantias: um ensaio pós-linhagem
PARTE I O mito freudiano da origem da civilização, tal como relido por Herbert Marcuse, nos acostumou a pensar o nascimento da lei como efeito de um ato violento. O pai concentra o gozo, os filhos são privados, a rebelião irrompe, o assassinato acontece. Mas o que se inaugura ali não é liberdade. É a culpa. E, com ela, uma forma ainda mais eficaz de dominação: a lei internalizada. O pai morto retorna como estrutura, e o sujeito passa a carregar em si mesmo a instância que o l
PhD. Roberto Simões
9 de abr.7 min de leitura
Seja Bem-Vinde
Você adentrou um espaço em desconstrução. Desacreditamos metafísicas, por isso bricoleurs ou feiticeiros do Yoga quebrando a demanda de todo maya que lhe enfeitiça. Mas entenda, tudo é maya.
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