Walter Benjamin recupera do século XIX a figura do flâneur: aquele que percorre a cidade moderna sem destino fixo, atravessando ruas, passagens, vitrines e multidões. Ele observa, recolhe signos, lê mercadorias como quem lê poemas e transforma o passeio em experiência crítica da modernidade. O flâneur é, ao mesmo tempo, produto e intérprete do capitalismo urbano. Surge quando a cidade deixa de ser apenas lugar de moradia e trabalho para tornar-se espetáculo, circulação e cons