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O DESAPARECIMENTO DE SI E O YOGUE SEM HISTÓRIA: Le Breton, Lacan, sadhus, L.Dumont e o sintoma neoliberal
Há algo de profundamente irônico no yoga contemporâneo: aquilo que antes era gesto cosmopolítico contra uma ordem que aprisionava o sujeito, hoje se tornou exatamente o contrário - um dispositivo de dissolução narcísica, um projeto higienista de sumir de si mesmo. Os sadhus que Louis Dumont descreveu em 1966 em Homo Hierarchicus : o sistema de castas e suas implicações, jamais pretendiam apagar suas histórias, pelo contrário, desejavam romper a estrutura social, política e

PhD. Roberto Simões
6 de dez. de 20255 min de leitura


O dito, não-dito e o interdito: Discursos Yoguicos
Uma coisa é inegável, convivemos com um mal-estar que nunca será totalmente solucionado. Isso precisa ficar claro a você, pequeno-gafanhoto do yoga que se “converte” (sente o chamado ou faz uma transição de carreira) ao yoga: você (eu e o rabo do tatu) não sabe e nunca saberá verdade oculta alguma, pois ela (A Verdade) não existe como substância a sua espera. Quando adentramos no campo simbólico do mundo social onde nascemos, perdemos a plenitude que nos constitui antes de s

PhD. Roberto Simões
27 de nov. de 20253 min de leitura


O meditante desamparado: entre o olhar do Outro e a liberdade sem projeto
Há um instante, tão inaugural quanto esquecido, em que o sujeito (antes indivíduo ) se reconhece apenas porque alguém o olha. Antes disso, não há rosto, não há nome, não há “eu”. Há um corpo que tenta se erguer, falho, dividido, exposto... imerso no todo. A imagem que devolvem a esse corpo frágil é o contorno que o organiza, mesmo que ao preço de uma alienação definitiva: para ser alguém, é preciso caber na forma que o Outro oferece. O eu nasce, portanto, como um reflexo - n

PhD. Roberto Simões
23 de nov. de 20254 min de leitura
Seja Bem-Vinde
Você adentrou um espaço em desconstrução. Desacreditamos metafísicas, por isso bricoleurs ou feiticeiros do Yoga quebrando a demanda de todo maya que lhe enfeitiça. Mas entenda, tudo é maya.
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