A noção de ilusão atravessa, de modos distintos, tanto as tradições filosóficas da Índia quanto a psicanálise. No Vedānta, ela aparece sob o conceito de maya : não como simples erro perceptivo, mas um poder ( siddhi ?) de projeção que faz o mundo aparecer como consistente, substancial, dotado de realidade e sentido próprio. Na psicanálise, especialmente em Jacques Lacan, essa função é exercida pela fantasia : estrutura que organiza o desejo, sustenta o sujeito e, ao mesmo tem