Resumo: Este artigo propõe uma análise crítica e intertextual sobre a figura do “corpo despedaçado” em tradições xamânicas ameríndias, psicanálise lacaniana, filosofia da diferença e práticas iogues heterodoxas. A partir de Viveiros de Castro, Lacan, Deleuze e Guattari, o corpo fragmentado é discutido não como símbolo universal de purificação espiritual, mas como dispositivo de metamorfose ontológica, epistemológica e política , atravessado por relações de poder, colonização