Introdução Toda clínica que leva o inconsciente (ou Purusa) a sério esbarra, mais cedo ou mais tarde, numa pergunta incômoda: por que o sujeito insiste em sofrer do mesmo modo, mesmo quando já “entendeu” sua história? Por que a repetição persiste apesar da memória, da elaboração narrativa e até do alívio momentâneo que a "palavra" (dita, não-dita ou mal-dita) pode produzir? É dessa pergunta que emerge a necessidade do conceito de travessia da fantasia . Mais interessante do q
1. Introdução O artigo The Relationship Between Yoga and Spirituality: A Systematic Review of Empirical Research emerge num ponto sensível do debate contemporâneo sobre yoga e meditação: o momento em que essas práticas já foram plenamente incorporadas ao discurso científico, biomédico e psicológico, mas continuam produzindo efeitos que escapam à linguagem estritamente técnica. Nas últimas décadas, o yoga deixou de ser um objeto marginal nas ciências da saúde para tornar-se u
1. A fabricação de um “marco” e a ilusão da origem pura É hoje relativamente consensual reconhecer o papel decisivo desempenhado por autores como Mircea Eliade, Heinrich Zimmer e George Feuerstein na consolidação de uma narrativa hegemônica do yoga. Nessa narrativa, Patañjali e o Yogaśāstra passam a operar como um “marco filosófico” fundador, capaz de organizar retrospectivamente a multiplicidade histórica das práticas yoguicas em torno de um eixo normativo: samādhi, kaiva
Você adentrou um espaço em desconstrução. Desacreditamos metafísicas, por isso bricoleurs ou feiticeiros do Yoga quebrando a demanda de todo maya que lhe enfeitiça. Mas entenda, tudo é maya.