Há um instante, tão inaugural quanto esquecido, em que o sujeito (antes indivíduo ) se reconhece apenas porque alguém o olha. Antes disso, não há rosto, não há nome, não há “eu”. Há um corpo que tenta se erguer, falho, dividido, exposto... imerso no todo. A imagem que devolvem a esse corpo frágil é o contorno que o organiza, mesmo que ao preço de uma alienação definitiva: para ser alguém, é preciso caber na forma que o Outro oferece. O eu nasce, portanto, como um reflexo - n